domingo, 24 de janeiro de 2010
Sonhei hoje...
Assim que ela saiu a Guria desceu da árvore e se foi do sonho... a Ciça se deslocou para o local onde essa guria estava sentada com o intúito de descer também, mas a onça voltou a Ciça subiu um pouco mais na árvore, voltamos a ficar imóveis...
A onça começou a afiar suas garras no tronco da árvore, bem próxima de nós... mas saiu e foi embora...
Ciça e eu descemos, vi a Guria e disse algo do tipo "que sorte você teve de ter descido antes, não precisou passar por esse susto"...
Viramos numa clareira, estavam sentados em torno de uma mesa o Cris, a Natlu e umas pessoas que nao reconheci...
Foi isso com que sonhei.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Véspera de Natal
QUE MENTIRA!

HOJE, cada um se preocupa com o seu interesse particular, sobrepondo o que é coletivo.
HOJE, as pessoas estão cada vez mais agressivas, em todos os lugares.
Não estão acostumadas a ouvir não, mas sim ter seus desejos e vontades sempre atendidos, não importando em que situação ouviu o "não" fatídico.
Um simples "não vejo/compreendo dessa maneira", causa um mal estar, como se tivesse ofendido a digníssima matriarca da vossa família.
Um "obrigada" que tem-se como resposta áspera "fiz porque tinha que fazer" deixando a demonstrar como que se não fosse obrigação do sujeito te auxiliar naquele momento, ele nem olharia para as suas necessidades.
A cada dia percebo uma "in-volução": ao invés de evoluir com sentimentos e ações dignificantes, que causam bem-estar e felicidade, tanto em que a faz quanto em quem observa, o ser humano vem executando o contrário disso, praticando a "in-volução", sendo cada vez mais hipócrita e agressivo com os outros, em todos os momentos e datas do ano, não importando as datas festivas como o Natal, uma vez que se fazem o mal durante 364 dias no ano, nao é porque é NATAL que seria diferente...
O significado do Natal a muito se perdeu...
Desejo que em 2010 sejamos menos hipócritas e pratiquemos menos o mal com nossos semelhantes, só espalhando a empatia o mundo tornar-se-á melhor, ou pelo menos mais generoso...
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Catorze anos: duas realidades
Outra que vive com a mãe alcoolista, o padrasto de quem sofre abuso e os irmãos mais novos, está em defasagem escolar, 5ª série de escola pública, vítima de violências domésticas, foge de casa para nao enfrentar essas situações, mas sempre, sempre retorna, pelos irmãos, para tentar evitar que tais situações pelas quais passa ocorra com os mais novos.
Uma utiliza-se de linguagens "da moda" que, fora do seu contexto classe média-alta, desconhece o real significado do que profere.
Outra faz uso dessas mesmas palavras para sua proteção nos momentos em que é obrigada a estar, ficar e dormir na rua.
Uma: "inocente".
Outra: "escolada" pela vida.
Ambas: 14 anos.
O que podemos fazer para que se tenha um meio termo entre essas realidades tão divergentes?
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Como a sociedade é hipócrita.
Alguns minutos depois percebi certa movimentação, as pessoas em seu entorno começaram a se levantar e se aglomerar o mais distante possível, penso que deveria ser o cheiro de podre das suas roupas e o seu próprio odor. Desesperadamente os passageiros começaram a abrir as janelas, desprezando o frio matinal e o vento gelado.
Como se não bastasse esses tipos de exclusão que ele já estava sofrendo, em dado momento, aproveitando que o motorista havia parado em um ponto em frente a uma praça conhecida por “abrigar mendigos”, o cobrador aproveitou-se do apoio da tensão geral, saiu confiante da sua poltrona, foi em direção ao fundo do ônibus, local em que o “indivíduo” encontrava-se sozinho, sofrendo uma outra forma de exclusão, e lhe disse: -“Você desce aqui.”... o indivíduo levantou-se, proferiu um “então tá gente boa” e saiu sem olhar para trás na certeza de que caso se voltasse o olhar muitos estariam aprovando a atitude do cobrador com os olhos e assim o recriminando novamente de alguma forma... e isso foi o que realmente aconteceu... e o cobrador-herói fez com que se voltasse a reinar a paz no SEU ônibus que deveria ser coletivo.
Como a sociedade é hipócrita.
Obs. 1: li o texto do Felipe Andreoli [do CQC não do Angra] sobre a hora do rush em São Paulo e lembrei-me dessa situação, que eu já tinha feito um rascunho no dia 25/09, mas deixei no meio das minhas coisas do estágio e não havia dividido com vocês ainda, enfim só queria dizer que sei o sentimento é o mesmo!
Obs. 2: site do arquivo do Felipe Andreoli dia de hoje [09/10/09] http://felipeandreoliblog.blog.uol.com.br/arch2009-10-04_2009-10-10.html
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
27/08/09
Esse lugar assombrado por boas lembranças e vazio dos seus protagonistas.
A UEL inteira está vazia. Cheguei à PROGRAD, assim que entrei fui atendida, não havia fila! Em menos de 10 minutos saí de lá com o documento encaminhado. Como demorou menos tempo do que eu havia reservado pra tratar disso vim para o R.U., o almoço hoje será frango com creme de milho, agora são 10:05 da manhã, o horário do intervalo entre as aulas [quando há] que é sempre o momento em que se inicia a famosa formação de filas para por créditos nas carteirinhas e hoje está vazio... apenas o segurança com cara de paisagem, o Gandhi me encarando pacificamente, eu escrevendo bobagens saudosistas e os passarinhos cantando... nem os cachorros se fazem presentes, tanto tempo sem aulas, com menos gente comendo no R.U., menos sobras, sem discentes de veterinária para cuidar deles, curar as feridas, devem ter morrido todos.
É tão bom ter lembranças, não se precisa de fotografias pra tê-las... as paqueras das meninas, era cada apelido, um mais bizarro que o outro e eu sempre misturava tudo... os “truco memo” com os amigos, ou desconhecidos, fosse quem fosse o que importava mesmo era jogar... os bichos estranhos na salada... os dias em que valia mais a pena pegar duas misturas e deixar a carne pra lá... a tal da banana charmosa... os sucos, os quais, seus gostos eram, são e serão sempre os mesmos só se diferenciando pela coloração... as apresentações de banda no pátio do R.U.... Terra Celta na faixa e nos divertíamos sempre! na primeira apresentação deles morremos de vergonha e timidez daqueles malucos (também pudera, éramos calouras), depois nos tornamos esses malucos saltitantes...
Nossa vida na UEL teve as mais variadas trilhas sonoras e com certeza Terra Celta foi a primeira delas...
O pátio do R.U. vazio, sem nenhuma roda de truco, nem ao menos quatro pessoas presentes e eu aqui, tendo essas lembranças nostálgicas, de um tempo bom que não volta mais... A UEL conseguiu tornar-nos amigos mesmo sendo as mais diferentes pessoas, com os mais contraditórios pensamentos, gostos e estilos!
Mas afinal o que é a amizade, além de nos amar na diferença?!
“Diferente ou parecido comigo, saiba que amei tornar-me seu amigo.”
Amanayara Nascimento
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Quem vai decidir?
http://www.youtube.com/watch?v=x4kjsevJ2ow
Desde que você chegou, e mudou a minha vida
Tudo por aqui passou a fazer sentido
Espero por nós dois
Quero ouvir você chegar e brigar comigo
Depois me dar o seu abrigo
Quem vai decidir por nós dois?
Não sou eu quem vai te dizer o que é certo
Desde que você chegou e mudou o meu caminho
Eu já não me sinto mais tão perdido e tão sozinho
Eu quero é por nós dois
Difícil de esquecer você
Eu quero é por nos dois
E vou te dar o meu abrigo
Porque eu sou o seu amigo
Quem vai decidir por nós dois?
Não sou eu quem vai
Não sou eu quem vai te dizer o que é certo
Quem vai decidir por nós dois?
Não sou eu quem vai te dizer o que é certo
domingo, 9 de agosto de 2009
Mensagem de um filho
Queridos pais, antes que seja tarde demais...
Não tenham medo de ser firmes comigo. Eu prefiro assim, pois sua firmeza me traz segurança.
Não me tratem com excesso de mimos. Nem tudo o que eu peço me convém.
Não me corrijam na frente de outras pessoas. Prestarei muito mais atenção se vocês falarem comigo baixinho e a sós.
Não permitam que eu forme maus hábitos. Na minha idade, eu dependo de vocês para descobrir o que é certo ou errado.
Não façam promessas apressadas. Lembrem-se de que me sinto mal quando as promessas não são cumpridas.
Não me protejam das conseqüências dos meus atos. Às vezes, preciso aprender através da dor.
Não sejam falsos nem mentirosos. A falsidade me deixa confuso, desnorteado, e acabo perdendo a confiança em vocês.
Não me incomodem com ninharias. Se assim agirem, terei de proteger-me, aparentando surdez.
Nunca dêem a impressão de ser perfeitos ou infalíveis. O choque será grande quando eu descobrir que vocês estão longe disso.
Não digam que meus temores são tolices. Eles são terrivelmente reais para mim. Se vocês usarem de compreensão para comigo, ficarei mais sereno e tranqüilo.
Não deixem sem resposta as minhas perguntas. Do contrário deixarei de fazê-las e buscarei informações em algum outro lugar.
Não julguem humilhante um pedido de desculpas. Um perdão sincero torna-me surpreendentemente mais caloroso para com vocês.
E não se esqueçam, jamais, que para desabrochar e florescer, eu preciso de muita compreensão. E, acima de tudo, de muito amor.
Redação do Momento Espírita, com base em texto recebido
de Walmir Cardoso da Silva. Em 02.05.2008.