quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Conto de Fadas.

Era uma vez... uma cadelinha. Ela foi freqüentadora assídua de um CRAS local por três anos. Sempre aparecendo por lá, dia sim, dia também. Suja, fedorenta, infestada de pulgas e carrapatos, pêlos desgrenhados, com nós, muitos nós... Um dia uma recém-chegada a aquele local, olha para ela, se compadece, e pensa consigo mesma “Quando eu tiver um lar para mim, levarei a cadelinha para que também possa ter um lar”. Seis meses depois dessa promessa íntima, a recém-chegada, enfim, consegue sair do ninho de animais peçonhentos no qual se encontrava. Mudara-se de lá com o companheiro! Abandonaram o local que os deixavam infelizes e, quase sem forças, deixaram para trás os animais peçonhentos que os traíram e magoaram de várias formas. Foram para uma casinha aconchegante em um bairro da cidade, sem dar notícias ou satisfação, tinham enfim um lar! A recém-chegada, que nunca se esquecera da promessa, assim que encontrou com a cadelinha levou-a para seu novo lar, repleto de carinho e cuidado. A cadelinha já não tem mais tantas pulgas e carrapatos, seus pêlos foram tosados e não têm mais tantos nós, já não está mais tanto suja nem fedorenta e nunca, nunca teve tanto cuidado, tanta gente que zelasse por ela, tanta preocupação, tanto carinho... Mana – 22/10/2010 – Mais uma mudança bem-vinda!

sábado, 11 de setembro de 2010

Nosso Lar

Na terça-feira dia de feriado fomos, o Rhu e eu, assistir o filme "Nosso Lar" que está em cartaz por aqui... Eu, como espírita, já aguardava ansiosa pelo filme. O Rhu e eu fingimos a algum tempo que estamos lendo o livro (da 1ª vez que o li fiz em 3 dias, dessa vez faz + de mês e ainda nao terminamos)... Enfim adorei a leitura visual/gráfica que fizeram do livro, ficou sensacional, os efeitos, os objetos e locais descritos no texto, foi realmente muito bom... Imaginem um ser que chorou praticamente do começo ao fim haha foi muito emocionante, realmente sem palavras!

sábado, 21 de agosto de 2010

ai meus sais...

Com certeza esse é o melhor termo, que não faz uso de palavrão, para o dia de hoje. Que cacete rapaz! Na primeira hora da manhã: uma reunião do saci, tem coisas que eu ouvi lá, que se não estivesse presente não acreditaria que duas profissionais formadas na área social e atuantes na de crianças e adolescentes institucionalizados diriam, e disseram, tais absurdos! É uma barbaridade atrás da outra, falas e ações sem significado, a prática pela prática, sem consciência critica ou embasamento teórico, a prática do senso comum, sem haver um respaldo técnico sequer além da nomenclatura dos títulos que têm! Tem coisas que eu não consigo acreditar. Como nossas falas se perdem e/ou são distorcidas por algumas pessoas que interpretam e armazenam apenas o que pensam lhes dizer respeito, desconsiderando toda a pontuação anterior, o esclarecimento do caso/situação até a chegada naquele contexto. Tem momentos que eu sei que me faltam forças pra lutar... Como disse em 2006 uma tal de Amanayara Nascimento: “os gritos morrem na garganta de um só” e ainda hoje isso acontece... Mana – 17/08/2010 – Estressadíssima ouvindo Sepultura para acalmar =]

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Conheçam!

Dinheiro Mula Manca e Fabulosa Figura Eu vou trabalhar pra ganhar muito dinheiro Vou enriquecer até ficar blasé Então posso descansar Logo aos trinta eu vou ter muita grana pra curtir tantos seios, tanta aventura, whisky, confusão, Então o que tu vai falar? Quando eu chegava na tua casa nem jantar, nem carinho Você morria de vergonha das minhas roupas e do meu fusca E agora meu bem, eu vou na sua rua passar com meu fusca, o casaco de couro bordado de ouro, minhas três namoradas, minha alma lavada Paris! Europa! Chile! Argentina! Girafas! Caribe! Charutos! Hula - Hula! Baralho! Loiras! Piscina na cobertura! Massagem, passagem, uma bela paisagem! Ah, você só vai olhar! Eu vou trabalhar pra ganhar muito dinheiro Vou enriquecer até ficar blasé Então o que tu vai falar? Conheçam! http://letras.terra.com.br/mula-manca-a-fabulosa-figura/897714/

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Véspera de Natal

Época de Natal, período de paz, empatia, compreensão... QUE MENTIRA! HOJE, cada um se preocupa com o seu interesse particular, sobrepondo o que é coletivo. HOJE, as pessoas estão cada vez mais agressivas, em todos os lugares. Não estão acostumadas a ouvir não, mas sim ter seus desejos e vontades sempre atendidos, não importando em que situação ouviu o "não" fatídico. Um simples "não vejo/compreendo dessa maneira", causa um mal estar, como se tivesse ofendido a digníssima matriarca da vossa família. Um "obrigada" que tem-se como resposta áspera "fiz porque tinha que fazer" deixando a demonstrar como que se não fosse obrigação do sujeito te auxiliar naquele momento, ele nem olharia para as suas necessidades. A cada dia percebo uma "in-volução": ao invés de evoluir com sentimentos e ações dignificantes, que causam bem-estar e felicidade, tanto em que a faz quanto em quem observa, o ser humano vem executando o contrário disso, praticando a "in-volução", sendo cada vez mais hipócrita e agressivo com os outros, em todos os momentos e datas do ano, não importando as datas festivas como o Natal, uma vez que se fazem o mal durante 364 dias no ano, nao é porque é NATAL que seria diferente... O significado do Natal a muito se perdeu... Desejo que em 2010 sejamos menos hipócritas e pratiquemos menos o mal com nossos semelhantes, só espalhando a empatia o mundo tornar-se-á melhor, ou pelo menos mais generoso...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Catorze anos: duas realidades

Uma regrada de "facilidades": 8ª série em escola particular, dinheiro "fácil", família, bem ou mal, próxima e preocupada com as suas ações, com o "onde você estava até essa hora?" com o "o que esteve fazendo" e que dá horário para chegar em casa "senão..." Outra que vive com a mãe alcoolista, o padrasto de quem sofre abuso e os irmãos mais novos, está em defasagem escolar, 5ª série de escola pública, vítima de violências domésticas, foge de casa para nao enfrentar essas situações, mas sempre, sempre retorna, pelos irmãos, para tentar evitar que tais situações pelas quais passa ocorra com os mais novos. Uma utiliza-se de linguagens "da moda" que, fora do seu contexto classe média-alta, desconhece o real significado do que profere. Outra faz uso dessas mesmas palavras para sua proteção nos momentos em que é obrigada a estar, ficar e dormir na rua. Uma: "inocente". Outra: "escolada" pela vida. Ambas: 14 anos. O que podemos fazer para que se tenha um meio termo entre essas realidades tão divergentes?