sábado, 21 de agosto de 2010

ai meus sais...

Com certeza esse é o melhor termo, que não faz uso de palavrão, para o dia de hoje. Que cacete rapaz! Na primeira hora da manhã: uma reunião do saci, tem coisas que eu ouvi lá, que se não estivesse presente não acreditaria que duas profissionais formadas na área social e atuantes na de crianças e adolescentes institucionalizados diriam, e disseram, tais absurdos! É uma barbaridade atrás da outra, falas e ações sem significado, a prática pela prática, sem consciência critica ou embasamento teórico, a prática do senso comum, sem haver um respaldo técnico sequer além da nomenclatura dos títulos que têm! Tem coisas que eu não consigo acreditar. Como nossas falas se perdem e/ou são distorcidas por algumas pessoas que interpretam e armazenam apenas o que pensam lhes dizer respeito, desconsiderando toda a pontuação anterior, o esclarecimento do caso/situação até a chegada naquele contexto. Tem momentos que eu sei que me faltam forças pra lutar... Como disse em 2006 uma tal de Amanayara Nascimento: “os gritos morrem na garganta de um só” e ainda hoje isso acontece... Mana – 17/08/2010 – Estressadíssima ouvindo Sepultura para acalmar =]

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Conheçam!

Dinheiro Mula Manca e Fabulosa Figura Eu vou trabalhar pra ganhar muito dinheiro Vou enriquecer até ficar blasé Então posso descansar Logo aos trinta eu vou ter muita grana pra curtir tantos seios, tanta aventura, whisky, confusão, Então o que tu vai falar? Quando eu chegava na tua casa nem jantar, nem carinho Você morria de vergonha das minhas roupas e do meu fusca E agora meu bem, eu vou na sua rua passar com meu fusca, o casaco de couro bordado de ouro, minhas três namoradas, minha alma lavada Paris! Europa! Chile! Argentina! Girafas! Caribe! Charutos! Hula - Hula! Baralho! Loiras! Piscina na cobertura! Massagem, passagem, uma bela paisagem! Ah, você só vai olhar! Eu vou trabalhar pra ganhar muito dinheiro Vou enriquecer até ficar blasé Então o que tu vai falar? Conheçam! http://letras.terra.com.br/mula-manca-a-fabulosa-figura/897714/

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Véspera de Natal

Época de Natal, período de paz, empatia, compreensão... QUE MENTIRA! HOJE, cada um se preocupa com o seu interesse particular, sobrepondo o que é coletivo. HOJE, as pessoas estão cada vez mais agressivas, em todos os lugares. Não estão acostumadas a ouvir não, mas sim ter seus desejos e vontades sempre atendidos, não importando em que situação ouviu o "não" fatídico. Um simples "não vejo/compreendo dessa maneira", causa um mal estar, como se tivesse ofendido a digníssima matriarca da vossa família. Um "obrigada" que tem-se como resposta áspera "fiz porque tinha que fazer" deixando a demonstrar como que se não fosse obrigação do sujeito te auxiliar naquele momento, ele nem olharia para as suas necessidades. A cada dia percebo uma "in-volução": ao invés de evoluir com sentimentos e ações dignificantes, que causam bem-estar e felicidade, tanto em que a faz quanto em quem observa, o ser humano vem executando o contrário disso, praticando a "in-volução", sendo cada vez mais hipócrita e agressivo com os outros, em todos os momentos e datas do ano, não importando as datas festivas como o Natal, uma vez que se fazem o mal durante 364 dias no ano, nao é porque é NATAL que seria diferente... O significado do Natal a muito se perdeu... Desejo que em 2010 sejamos menos hipócritas e pratiquemos menos o mal com nossos semelhantes, só espalhando a empatia o mundo tornar-se-á melhor, ou pelo menos mais generoso...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Catorze anos: duas realidades

Uma regrada de "facilidades": 8ª série em escola particular, dinheiro "fácil", família, bem ou mal, próxima e preocupada com as suas ações, com o "onde você estava até essa hora?" com o "o que esteve fazendo" e que dá horário para chegar em casa "senão..." Outra que vive com a mãe alcoolista, o padrasto de quem sofre abuso e os irmãos mais novos, está em defasagem escolar, 5ª série de escola pública, vítima de violências domésticas, foge de casa para nao enfrentar essas situações, mas sempre, sempre retorna, pelos irmãos, para tentar evitar que tais situações pelas quais passa ocorra com os mais novos. Uma utiliza-se de linguagens "da moda" que, fora do seu contexto classe média-alta, desconhece o real significado do que profere. Outra faz uso dessas mesmas palavras para sua proteção nos momentos em que é obrigada a estar, ficar e dormir na rua. Uma: "inocente". Outra: "escolada" pela vida. Ambas: 14 anos. O que podemos fazer para que se tenha um meio termo entre essas realidades tão divergentes?

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Como a sociedade é hipócrita.

Além de ser preto, pobre e cheirar mal, o segurança ainda entrou no ônibus para repreendê-lo. Adivinhem para quem os passageiros do ônibus COLETIVO voltaram a sua atenção... Alguns minutos depois percebi certa movimentação, as pessoas em seu entorno começaram a se levantar e se aglomerar o mais distante possível, penso que deveria ser o cheiro de podre das suas roupas e o seu próprio odor. Desesperadamente os passageiros começaram a abrir as janelas, desprezando o frio matinal e o vento gelado. Como se não bastasse esses tipos de exclusão que ele já estava sofrendo, em dado momento, aproveitando que o motorista havia parado em um ponto em frente a uma praça conhecida por “abrigar mendigos”, o cobrador aproveitou-se do apoio da tensão geral, saiu confiante da sua poltrona, foi em direção ao fundo do ônibus, local em que o “indivíduo” encontrava-se sozinho, sofrendo uma outra forma de exclusão, e lhe disse: -“Você desce aqui.”... o indivíduo levantou-se, proferiu um “então tá gente boa” e saiu sem olhar para trás na certeza de que caso se voltasse o olhar muitos estariam aprovando a atitude do cobrador com os olhos e assim o recriminando novamente de alguma forma... e isso foi o que realmente aconteceu... e o cobrador-herói fez com que se voltasse a reinar a paz no SEU ônibus que deveria ser coletivo. Como a sociedade é hipócrita. Obs. 1: li o texto do Felipe Andreoli [do CQC não do Angra] sobre a hora do rush em São Paulo e lembrei-me dessa situação, que eu já tinha feito um rascunho no dia 25/09, mas deixei no meio das minhas coisas do estágio e não havia dividido com vocês ainda, enfim só queria dizer que sei o sentimento é o mesmo! Obs. 2: site do arquivo do Felipe Andreoli dia de hoje [09/10/09] http://felipeandreoliblog.blog.uol.com.br/arch2009-10-04_2009-10-10.html

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

27/08/09

Quando venho para a UEL dá até vontade de chorar! Esse lugar assombrado por boas lembranças e vazio dos seus protagonistas. A UEL inteira está vazia. Cheguei à PROGRAD, assim que entrei fui atendida, não havia fila! Em menos de 10 minutos saí de lá com o documento encaminhado. Como demorou menos tempo do que eu havia reservado pra tratar disso vim para o R.U., o almoço hoje será frango com creme de milho, agora são 10:05 da manhã, o horário do intervalo entre as aulas [quando há] que é sempre o momento em que se inicia a famosa formação de filas para por créditos nas carteirinhas e hoje está vazio... apenas o segurança com cara de paisagem, o Gandhi me encarando pacificamente, eu escrevendo bobagens saudosistas e os passarinhos cantando... nem os cachorros se fazem presentes, tanto tempo sem aulas, com menos gente comendo no R.U., menos sobras, sem discentes de veterinária para cuidar deles, curar as feridas, devem ter morrido todos. É tão bom ter lembranças, não se precisa de fotografias pra tê-las... as paqueras das meninas, era cada apelido, um mais bizarro que o outro e eu sempre misturava tudo... os “truco memo” com os amigos, ou desconhecidos, fosse quem fosse o que importava mesmo era jogar... os bichos estranhos na salada... os dias em que valia mais a pena pegar duas misturas e deixar a carne pra lá... a tal da banana charmosa... os sucos, os quais, seus gostos eram, são e serão sempre os mesmos só se diferenciando pela coloração... as apresentações de banda no pátio do R.U.... Terra Celta na faixa e nos divertíamos sempre! na primeira apresentação deles morremos de vergonha e timidez daqueles malucos (também pudera, éramos calouras), depois nos tornamos esses malucos saltitantes... Nossa vida na UEL teve as mais variadas trilhas sonoras e com certeza Terra Celta foi a primeira delas... O pátio do R.U. vazio, sem nenhuma roda de truco, nem ao menos quatro pessoas presentes e eu aqui, tendo essas lembranças nostálgicas, de um tempo bom que não volta mais... A UEL conseguiu tornar-nos amigos mesmo sendo as mais diferentes pessoas, com os mais contraditórios pensamentos, gostos e estilos! Mas afinal o que é a amizade, além de nos amar na diferença?! “Diferente ou parecido comigo, saiba que amei tornar-me seu amigo.” Amanayara Nascimento

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Quem vai decidir?

. http://www.youtube.com/watch?v=x4kjsevJ2ow Desde que você chegou, e mudou a minha vida Tudo por aqui passou a fazer sentido Espero por nós dois Quero ouvir você chegar e brigar comigo Depois me dar o seu abrigo Quem vai decidir por nós dois? Não sou eu quem vai te dizer o que é certo Desde que você chegou e mudou o meu caminho Eu já não me sinto mais tão perdido e tão sozinho Eu quero é por nós dois Difícil de esquecer você Eu quero é por nos dois E vou te dar o meu abrigo Porque eu sou o seu amigo Quem vai decidir por nós dois? Não sou eu quem vai Não sou eu quem vai te dizer o que é certo Quem vai decidir por nós dois? Não sou eu quem vai te dizer o que é certo